Bom pessoal este blog tem o intuito de ajudar outros pais que tem filhos com uma rara má formação chamada Hérnia Diafragmática Congênita. Caso vc conheça alguém que passa por isso, indique este blog...mtas vzs algumas informações podem salvar vidas
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terça-feira, 25 de julho de 2023

Cirurgia Escoliose: Recuperação Rápida

Depois de abordar alguns assuntos referente à escoliose, vamos falar um pouco sobre a escoliose do Bruno.

Em 2014 tinha quase nada conforme a imagem abaix:



Em 2016, o Bruno tinha uma leve curvatura conforme a imagem abaixo.


Só em 2017 ou 2018 que começamos acompanhar com ortopedista especialista em coluna, e já estava mais acentuada, mas ainda poderia tentar fisioterapia e colete, porém o colete sem condições, Bruno não iria usar.
Em 2019, já estava formando um S, porém foi quando ele piorou a parte pulmonar também, primeiro iriamos melhorar a parte pulmonar, para depois pensar em uma cirurgia.



Então em 2021, a curvatura da coluna chegou a 56º no torax e 60º lombar.
Então dia 30/11/2021, Bruno passava pela sua sétima cirurgia, a cirurgia bem grande, a maior que ele já passou. Graças a Deus primeiramente, e aos médicos, tudo correu bem, no mesmo dia o Bruno já quis sentar rs, ele surpreendeu demais como sempre.
Teve uma piora esperado pela cirurgia, mas não foi nada perto do que ele poderia ter ficado mal, graças a traqueostomia, o pulmão baqueou um pouco, mas logo se recuperou, o intestino que era nossa preocupação, foi bem tranquilo.
E se não fosse o home care, em 7 dias estaríamos de alta, mas com 13 dias tivemos alta, e foi recuperar em casa.
A cicatrização do Bruno é muito boa, 
E foi assim, sua sétima cirurgia.
Abaixo deixo algumas fotos do antes e depois da cirurgia de escoliose, tanto o Bruno como os RXs.









sexta-feira, 21 de julho de 2023

Hipoplasia Pulmonar e Escoliose: Impactos Respiratórios na Curvatura da Coluna!

A relação entre a hipoplasia pulmonar e a escoliose não é direta, mas existem algumas conexões indiretas entre essas duas condições. A hipoplasia pulmonar refere-se a um subdesenvolvimento dos pulmões, enquanto a escoliose é uma curvatura anormal da coluna vertebral.

Em alguns casos, a hipoplasia pulmonar pode levar a alterações no desenvolvimento ósseo e muscular, incluindo a coluna vertebral. A redução da função pulmonar devido à hipoplasia pode resultar em padrões respiratórios alterados, diminuição da força muscular e desequilíbrios musculares. Esses fatores podem contribuir para o surgimento ou agravamento da escoliose em algumas pessoas com hipoplasia pulmonar.

Além disso, crianças com hipoplasia pulmonar podem necessitar de suporte respiratório prolongado, como ventilação mecânica, durante os primeiros estágios de vida. Essa dependência do suporte respiratório pode resultar em limitações nas atividades físicas e no movimento, o que pode afetar o desenvolvimento adequado dos músculos e da coluna vertebral.

É importante mencionar que nem todas as pessoas com hipoplasia pulmonar desenvolverão escoliose, e nem todas as pessoas com escoliose têm hipoplasia pulmonar. Essas são condições distintas e cada uma delas tem suas próprias causas e fatores de risco.

Se houver suspeita de escoliose em uma pessoa com hipoplasia pulmonar, é importante consultar um médico especialista, como um ortopedista, para uma avaliação adequada e desenvolvimento de um plano de tratamento individualizado. O acompanhamento médico contínuo e o tratamento adequado são essenciais para gerenciar tanto a hipoplasia pulmonar quanto a escoliose, proporcionando a melhor qualidade de vida possível.

Mais algumas informações sobre a relação entre a hipoplasia pulmonar e a escoliose:

1. Restrição pulmonar: A hipoplasia pulmonar pode levar a uma redução da capacidade pulmonar e da função respiratória. A restrição pulmonar resultante pode afetar a mecânica do corpo, incluindo a coluna vertebral, e contribuir para o desenvolvimento de alterações posturais, como a escoliose.

2. Alterações musculares: A hipoplasia pulmonar pode estar associada a fraqueza muscular e desequilíbrios musculares. Essas alterações musculares podem afetar o suporte da coluna vertebral e contribuir para o surgimento da escoliose.

3. Postura comprometida: A falta de força muscular, juntamente com a restrição pulmonar, pode levar a uma postura comprometida, com desvios na coluna vertebral. Esses desvios podem contribuir para a curvatura anormal da coluna característica da escoliose.

4. Dependência de suporte respiratório: Bebês e crianças com hipoplasia pulmonar frequentemente requerem suporte respiratório, como ventilação mecânica ou oxigenoterapia. Essa dependência do suporte respiratório pode limitar a mobilidade e a atividade física, o que pode influenciar negativamente o desenvolvimento adequado da coluna vertebral.

5. Tratamento da escoliose em pacientes com hipoplasia pulmonar: O tratamento da escoliose em pessoas com hipoplasia pulmonar pode ser desafiador devido às restrições respiratórias e à fragilidade pulmonar. É importante trabalhar em conjunto com uma equipe médica especializada para desenvolver um plano de tratamento individualizado, levando em consideração as necessidades respiratórias e os riscos envolvidos.

É fundamental ressaltar que a relação entre a hipoplasia pulmonar e a escoliose pode variar de caso para caso. Nem todas as pessoas com hipoplasia pulmonar desenvolverão escoliose, e a gravidade da escoliose pode variar. O acompanhamento médico regular e o trabalho em equipe multidisciplinar são essenciais para o monitoramento e o tratamento adequado dessas condições, garantindo o melhor cuidado possível para o paciente.

terça-feira, 11 de julho de 2023

Por que algumas crianças com HDC podem desenvolver escoliose?

 A escoliose é uma curvatura anormal da coluna vertebral, e sua ocorrência em crianças com hérnia diafragmática congênita (HDC) pode estar relacionada a vários fatores. Aqui estão algumas possíveis explicações para essa associação:

1. Restrição do espaço torácico: Na HDC, a hérnia do conteúdo abdominal para a cavidade torácica pode causar uma redução do espaço disponível para os pulmões se expandirem e para o desenvolvimento normal da caixa torácica. Essa restrição pode afetar o crescimento e a estrutura da coluna vertebral, contribuindo para o desenvolvimento de escoliose.

2. Assimetria muscular e de forças: A HDC pode levar a um desequilíbrio muscular e de forças na região torácica e abdominal. Esse desequilíbrio pode afetar a postura e o alinhamento da coluna vertebral, levando à curvatura anormal ao longo do tempo.

3. Disfunção respiratória: A presença de complicações respiratórias na HDC, como hipoplasia pulmonar ou doença pulmonar crônica, pode afetar a função dos músculos respiratórios. A fraqueza ou a disfunção desses músculos pode influenciar negativamente a estabilidade da coluna vertebral, contribuindo para o desenvolvimento de escoliose.

4. Cirurgias e intervenções médicas: Alguns procedimentos cirúrgicos realizados para tratar a HDC, como a correção da hérnia diafragmática e outras cirurgias relacionadas, podem afetar a estrutura e o equilíbrio da coluna vertebral. Essas intervenções podem ter um impacto na biomecânica da coluna, aumentando o risco de desenvolvimento de escoliose.

5. Fatores genéticos e hereditários: Embora a maioria dos casos de HDC seja esporádica, ou seja, sem causa genética identificada, em alguns casos, há uma predisposição genética para a HDC. Alguns estudos sugerem que também pode haver uma predisposição genética para o desenvolvimento de escoliose em crianças com HDC, embora a relação exata entre os dois ainda não seja completamente compreendida.

É importante ressaltar que nem todas as crianças com HDC desenvolverão escoliose, e a gravidade da escoliose pode variar. O acompanhamento médico especializado e a avaliação regular são essenciais para monitorar a saúde espinhal das crianças com HDC e intervir precocemente, se necessário.

Caso uma criança com HDC desenvolva escoliose, opções de tratamento como fisioterapia, uso de órteses (como coletes) ou, em casos mais graves, cirurgia podem ser consideradas. A abordagem terapêutica dependerá da gravidade da curvatura e das necessidades individuais de cada criança.

Sempre consulte um profissional de saúde especializado para avaliar e tratar qualquer preocupação relacionada à coluna vertebral ou ao desenvolvimento da criança com HDC.