Bom pessoal este blog tem o intuito de ajudar outros pais que tem filhos com uma rara má formação chamada Hérnia Diafragmática Congênita. Caso vc conheça alguém que passa por isso, indique este blog...mtas vzs algumas informações podem salvar vidas

quarta-feira, 2 de agosto de 2023

Hérnia de bochdalek de diagnóstico tardio com perfuração gástrica

Hérnia de bochdalek fora do domicílio de diagnóstico tardio com perfuração gástrica 

RESUMO

A hérnia de Bochdalek em adultos jovens é rara. Quando sintomática é ainda mais rara e pode levar à complicações fatais. Este trabalho relata o caso de hérnia diafragmática em um jovem de 18 anos que deu entrada no pronto socorro com queixa de dispneia, dor abdominal e êmese, evoluindo com posterior parada cardiorrespiratória (PCR). A agenesia de parede posterior do diafragma foi diagnosticada durante ato operatório de urgência. Foram necessárias cinco abordagens cirúrgicas para fechamento da parede abdominal. O diagnóstico de hérnia de Bochdalek em adultos é desafiador e o diagnóstico precoce pode evitar complicações fatais.

INTRODUÇÃO

A hérnia diafragmática congênita é caracterizada por um defeito no desenvolvimento embrionário do diafragma, devido a uma fusão incompleta dos elementos que o compõe. O espaço acometido entre a porção muscular dos músculos lombar e costal, na parede póstero-lateral do diafragma é denominado espaço de Bochdalek e algumas vezes ele só é coberto por fáscia muscular. A falha nessa cobertura leva à hérnia de Bochdalek1.

Esse tipo de hérnia congênita pode se manifestar de diferentes formas, sendo mais comum a insuficiência respiratória durante o período neonatal. Porém, quando ocorre apresentação tardia, as manifestações podem ser diversas e não específicas, variando entre queixas respiratórias e gastrointestinais2-4.

Mesmo quando encontrada acidentalmente, a hérnia deve ser corrigida o mais rapidamente possível devido ao risco de encarceramento do conteúdo herniado e suas consequências, além das demais complicações que podem cursar com alto risco de morte2,4,5.

Relatamos um caso de apresentação tardia, tendo o nosso paciente manifestado sintomas raros e complicações muito pouco vistas aos 18 anos de idade.

RELATO DO CASO

DMS, 18 anos, ajudante de pedreiro; deu entrada no pronto socorro (PS) com queixa de intensa dor abdominal, êmese e piora de uma dispneia já presente, iniciada há um dia, sem alívio com uso de medicação sintomática feita em seu domicílio. Negava histórico de trauma abdominal. Ao exame físico apresentava murmúrio vesicular ausente em hemitórax esquerdo. Abdome tenso, doloroso à palpação superficial e profunda, RHA ausentes.

Poucas horas após entrada no PS, foi encaminhado para sala de emergência devido à parada cardiorrespiratória (PCR) e submetido à manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP). Na ausculta pulmonar pós-intubação orotraqueal, observou-se abolição de murmúrio vesicular em hemitórax esquerdo e hipertimpanismo, diante do qual suspeitou-se de pneumotórax hipertensivo como a causa da PCR. Foi realizada no hemitórax acometido punção no segundo espaço intercostal em linha hemiclavicular esquerda com jelco no 14, seguida de drenagem pleural fechada em selo d'água na linha axilar média em quinto espaço intercostal.

Na radiografia de tórax pós-drenagem (Figura 1) foi constatada hérnia diafragmática volumosa, desvio do mediastino para direita e dreno torácico em cavidade pleural. Após estabilização, foi encaminhado para o centro cirúrgico para laparotomia exploradora de urgência.

Figura 1. Radiografia de tórax feita ainda no setor de emergência, evidenciando conteúdo abdominal torácico provocando um grande desvio das estruturas mediastinais para lado contralateral.

Durante o ato cirúrgico observou-se agenesia de parede posterior do diafragma com baço, cólon transverso e estômago eventrando o hemitórax esquerdo. Observou-se área com sofrimento em parede gástrica próximo a pequena curvatura de 5cm de extensão com um ponto de perfuração, restos alimentares e líquido gastrointestinal em cavidade torácica (Figura 2).

Figura 2. Seta vermelha apontando para defeito no diafragma. Seta amarela evidencia área de sofrimento gástrico.

Foram tracionados os órgãos intra-abdominais do tórax de volta para a cavidade abdominal e feita a rafia da hérnia diafragmática, com posterior rafia de laceração gástrica e drenagem torácica bilateral. Foi optado por deixar em peritoneostomia por se tratar de uma hérnia fora do domicílio, com risco de desenvolvimento de síndrome compartimental abdominal caso fosse feito o fechamento primário da cavidade (Figura 3).

Figura 3. Peritoneostomia.

 O paciente foi encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva e a radiografia de tórax feita na admissão já demonstrava expansão pulmonar esquerda completa (Figura 4).

Figura 4. Radiografia de tórax no pós-operatório

Foram necessárias cinco abordagens cirúrgicas para fechamento da parede abdominal utilizando dupla técnica de tração facial contínua e curativo com pressão negativa. (Figuras 5 e 6).

Figura 5. Aspecto da parede abdominal na terceira cirurgia, após retirar o curativo com pressão negativa. 

Figura 6. Fechamento completo da parede abdominal.

O paciente recebeu alta no 27° dia pós-operatório e encontra-se em acompanhamento ambulatorial com plena recuperação de suas atividades habituais.

DISCUSSÃO

O presente caso demonstra a dificuldade do diagnóstico quando lidamos com hérnia diafragmática congênita de apresentação tardia visto que pode ter uma grande variável da apresentação clínica, demonstrando a importância da avaliação da evolução do paciente e da correta interpretação dos exames complementares, principalmente os de imagem. Fica claro também que pensar em hérnia diafragmática congênita como diagnóstico diferencial é importante para diagnóstico correto no tempo certo, sendo essencial sempre manter a patologia em mente quando outras hipóteses não se encaixam, não importando a idade do paciente e nem demais comorbidades.

Uma vasta busca pela literatura elucidou o quanto é raro a apresentação aguda com complicações, sendo mínimo o número de casos com perfuração gástrica em cavidade torácica encontrados, o que mostra a raridade e complexidade do caso, assim como a falta de embasamento para tal, demonstrando a importância deste relato.

REFERÊNCIAS

1. Stolar CJ, Dillon PW. Congenital diaphragmatic hernia and eventration. In: Grosfeld JL, O’Neill JA Jr, Coran AG, Fonkalsrud EW, Caldamone AA, editors. Pediatric Surgery. 7 th ed. Philadelphia: Mosby; 2012. p.809-24.

2. Yap KH, Jones M. Late presentation of congenital diaphragmatic hernia after a diagnostic laparoscopic surgery (a case report). J Cardiothorac Surg. 2013;8:8.

3. Chang SW, Lee HC, Yeung CY, Chan WT, Hsu CH, Kao HA, et al. A twenty-year review of early and late-presenting congenital Bochdalek diaphragmatic hernia: are they different clinical spectra? Pediatr Neonatol. 2010;51(1):26-30.

4. Kadian YS, Rattan KN, Verma M, Kajal P. Congenital diaphragmatic hernia: misdiagnosis in adolescence. J Indian Assoc Pediatr Surg. 2009;14(1):31-3.

5. Zhou Y, Du H, Che G. Giant congenital diaphragmatic hernia in an adult. J Cardiothorac Surg. 2014;9:31.

Fonte: https://relatosdocbc.org.br/detalhes/32/hernia-de-bochdalek-fora-do-domicilio-de-diagnostico-tardio-com-perfuracao-gastrica---relato-de-caso


terça-feira, 1 de agosto de 2023

Hérnia diafragmática congênita em adulto

Hérnia diafragmática congênita em adulto

RESUMO

Hérnia de Bochdalek (HB) é uma hérnia diafragmática congênita que ocorre geralmente à esquerda, é extremamente rara em adultos e 25% dos casos são assintomáticos. Este é um relato de caso de um paciente do sexo masculino de 50 anos de idade, assintomático, com o achado tardio de HB à direita. O diagnóstico foi feito com base em achados incidentais de anomalias na radiografia de tórax e a investigação foi complementada com exames de tomografia computadorizada do tórax. Grande parte do conteúdo da hérnia foi reduzido por laparoscopia, entretanto, conversão cirúrgica foi necessária. Este estudo de caso enfatiza uma apresentação atípica de Hérnia de Bochdalek em adultos.

INTRODUÇÃO

A Hérnia de Bochdalek é uma hérnia diafragmática congênita causada por um defeito no forame diafragmático póstero lateral, que resulta no deslocamento de vísceras abdominais para a cavidade torácica1. Sua incidência é estimada em um caso em cada 2200-12.500 nascidos vivos, raramente encontrada em adultos e em 80-90% dos casos ocorre à esquerda1,2.

O objetivo do presente estudo é relatar o caso de apresentação tardia da Hérnia de Bochdalek à direita em adulto de meia idade assintomático.

RELATO DE CASO

V.B.L., masculino, 50 anos, pedreiro, assintomático, hígido, sem comorbidades, cirurgias e traumas prévios. Ao exame físico apresentava murmúrio vesicular fisiológico em hemitórax esquerdo e ápice direito, com crepitações em base pulmonar direita.

A radiografia de tórax detectou uma opacificação heterogênea da base do hemitórax direito com obliteração de recessos frênicos ipsilaterias (Figura 1). Na tomografia computadorizada visualizou-se volumosa hérnia diafragmática direita com descontinuidade da porção posterior da hemicúpula diafragmática e migração intratorácica de alças de intestino delgado, cólons ascendente e transverso, terços médio e superior do rim, suprarrenal, vasos e gordura do mesentério, além do deslocamento de duodeno e pâncreas junto à base da hérnia (Figura 2). O conteúdo herniário atingia o terço superior do hemitórax direito. Havia acentuadas atelectasias nos lobos médio e inferior do pulmão direito.

Figura 1. Radiografia de tórax: opacidade heterogênea em hemitórax direito com imagens hiperclaras arredondadas e obliteração dos recessos frênicos ipsilaterais, compatível com hérnia diafragmática.

 

Figura 2. Tomografia computadorizada não contrastada: corte axial no nível do tórax. Setas evidenciam alças intestinais intratorácicas.

Como medida terapêutica, optou-se pela redução videolaparoscópica do conteúdo herniário, entretanto, devido à grande aderência do cólon e perfuração de delgado, foi necessária a conversão cirúrgica. À laparotomia, destacou-se o aumento exacerbado do calibre dos vasos mesentéricos. Após a redução total, realizou-se sutura da hérnia diafragmática com fio Prolene 0.0, colocação da tela de propileno e drenagem de tórax.

DISCUSSÃO

A Hérnia de Bochdalek é rara em adultos e corresponde a 0,17-6% de todas as hérnias diafragmáticas. É predominante em mulheres e à esquerda1, sendo neste caso, reportado à direita e em homem. Quando localizadas à direita, geralmente, contém fígado, intestino delgado e cólon e, mais raramente, vesícula biliar e rim3. Condizente com a literatura, o paciente do caso apresentado tinha como conteúdo do saco herniário intestinos delgado e cólon, e, diferentemente do que é usualmente encontrado, a glândula suprarrenal estava presente.

O diagnóstico da Hérnia de Bochdalek nos adultos é difícil, pois 25% deles são assintomáticos, portanto, há subdiagnóstico4. O paciente em questão foi diagnosticado de forma incidental por radiografia simples de tórax, que é a opção propedêutica mais acessível para avaliar o diafragma e cavidade torácica4.

Até o ano de 2012, somente três casos de reparo laparoscópico da Hérnia de Bochdalek em adultos foram relatados1. O tratamento inclui redução de seu conteúdo para a cavidade peritoneal e reparo do defeito diafragmático, atualmente usandose de técnicas minimamente invasivas, com baixas taxas de complicações quando por via laparoscópica2. Apesar da conversão cirúrgica, o paciente apresentou evolução satisfatória no pós-operatório imediato e tardio.

A raridade desta doença em adultos, juntamente com seus sintomas inespecíficos ou até mesmo a ausência deles, pode levar, muitas vezes, a um diagnóstico incorreto. A suspeita é extremamente importante a fim de fazer diagnóstico e tratamento precoces, que são essenciais para evitar a ocorrência de complicações sérias4.

REFERÊNCIAS

1. Sutedja B, Muliani Y. Laparoscopic repair of Bochdalek hernia in an adult woman. Asian J Endosc Surg. 2015;8(3):354-6.

2. Yagmur Y, Yiğit E, Babur M, Gumuş S. Bochdalek hernia: a rare case report of adult age. Ann Med Surg (London). 2015;5:72-5.

3. Vieira LH, DelCastanhel C, Tristão LJ, Guimarães A, Ribas CS. Hérnia diafragmática congênita simulando derrame pleural: relato de caso. Rev Bras Clin Med (São Paulo). 2013;11(1):94-6.

4. Zhou Y, Du H, Che G. Giant congenital diaphragmatic hernia in an adult. J Cardiothorac Surg. 2014;9:31.

Fonte: https://relatosdocbc.org.br/detalhes/13


segunda-feira, 31 de julho de 2023

Cirurgia Fetal para correção de Hérnia Diafragmática Congênita

Cirurgia Fetal para correção de Hérnia Diafragmática Congênita



A Cirurgia Fetal para correção de Hérnia Diafragmática Congênita já é uma realidade no Brasil, sendo eficaz em muitos casos para promover desenvolvimento pulmonar pré-natal e aumentar as chances de sobrevida pós-natal.

A Hérnia Diafragmática Congênita (HDC) é uma malformação no diafragma. Ocorre quando o músculo que separa o tórax do abdome não fecha durante o desenvolvimento pré-natal. 

Dessa forma, ocorre o deslocamento dos órgãos localizados na cavidade abdominal, para a cavidade torácica. Assim, o espaço para o desenvolvimento pulmonar torna-se limitado, resultando em pulmões subdesenvolvidos, condição conhecida como Hipoplasia Pulmonar.

Aproximadamente a metade dos fetos com Hérnia Diafragmática Congênita sobrevive após cirurgia pós-natal. A outra metade acaba vindo a óbito por Hipoplasia Pulmonar.


Entenda como funciona a Cirurgia Fetal para correção de Hérnia Diafragmática Congênita

O tratamento intrauterino, indicado para correção de Hérnia Diafragmática Congênita em casos mais graves, é a Oclusão traqueal fetal. Geralmente é realizado entre a 24ª e 28ª semana de gestação. Alguns estudos recentes mostram que também é possível realizar o procedimento antes da 24ª semana.

A Cirurgia Fetal para correção de Hérnia Diafragmática Congênita é realizada por fetoscopia. Uma técnica endoscópica que utiliza um instrumento denominado fetoscópio para avaliar ou tratar o feto, durante o período gestacional.

Considerada minimamente invasiva, a Oclusão traqueal fetal possibilita a expansão do pulmão comprimido. Assim, o procedimento é feito a partir da colocação de um balão endotraqueal. Só pode ser realizado em ambiente hospitalar. Geralmente, com a utilização de anestesia local e sedação para a gestante, e geral para o feto. 

Na Cirurgia Fetal para correção de Hérnia Diafragmática Congênita utiliza-se o fetoscópio para inserir um microcateter no canal de trabalho do mesmo, acoplado ao balão vazio. O cirurgião insere os instrumentos pelo abdome materno, levando-o até a boca do feto. 

Após ser posicionado pela laringe, na árvore traqueobrônquica, o balão é insuflado e destacado do microcateter. Assim, promove-se a oclusão da traquéia, retendo líquido nos pulmões. 

A Cirurgia Fetal dura cerca de 30 minutos e estimula o crescimento do pulmão. Então, entre 32ª e 34ª semanas de gravidez, o balão é retirado.


Continuidade do tratamento da Hérnia Diafragmática Congênita

Embora a Cirurgia Fetal para HDC possibilite o crescimento suficiente dos pulmões para aumentar as chances de sobrevida em casos graves, isso não é tudo. 

A correção definitiva apenas pode ser feita após o nascimento. Neste momento, a equipe médica encaminha o recém-nascido à cirurgia para o fechamento do diafragma.  

Após a estabilização na UTI neonatal, um Cirurgião Pediátrico realiza esta cirurgia definitiva de fechamento. A chance de sobrevida é em torno de 70%, com diferenças no tempo de internação e alta, de acordo com a evolução de cada paciente.


Políticas de saúde pública: procedimento pelo SUS pode salvar mais vidas 

Cirurgia Fetal para correção de Hérnia Diafragmática Congênita é uma realidade depois do reconhecimento do feto enquanto paciente. Isso pois, essa visão impulsionou o desenvolvimento da Medicina Fetal, tornando-a uma especialidade diferenciada da Obstetrícia, da Perinatologia e da Medicina Materno-fetal. 

No entanto, o acesso à Medicina Fetal no Brasil ocorre principalmente por meio dos serviços privados e da saúde suplementar. Assim, as discussões em torno das condições de acessibilidade aos procedimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ainda são bastante tímidas.

Ainda que exista um consenso de que os níveis de mortalidade materna e fetal são altos, e incompatíveis com a posição econômica do país, as políticas públicas de saúde não conseguiram evoluir muito. 

Até o momento, não conseguimos ainda atingir o equilíbrio essencial para estabelecer um atendimento universal. Que tenha como eixo condutor a integralidade e a igualdade. 

Assim, embora os programas de pré-natal do SUS tenham evoluído bastante nos últimos anos, o enfoque na atuação junto às gestantes permanece voltado para o diagnóstico. 


A evolução da Medicina Fetal

Existem exames específicos que ajudam a identificar os distúrbios e malformações. No entanto, em muitos casos, identificação não significa solução.  

O não tratamento intrauterino de algumas malformações podem resultar em  perda fetal. Assim como em recém-nascidos com distúrbios ou sequelas evitáveis. 

Dessa forma, a elaboração de políticas públicas nacionais, regionais e locais, que proporcionem o acesso de todas as gestantes ao cuidado e tecnologia necessários em cada caso em particular é urgente.  

O acompanhamento adequado do pré-natal, parto e puerpério impacta diretamente na redução das taxas de mortalidade materna e fetal. Entre eles, a realização de procedimentos intrauterinos. Quando indicados, uma vez que a Cirurgia Fetal apresenta globalmente índices bastante expressivos de sucesso, em curva ascendente.  

Como nos casos graves de HDC, em que a Cirurgia Fetal para correção de Hérnia Diafragmática Congênita aumenta em muito as chances de vida, que seriam praticamente nulas na ausência do tratamento.

Fonte: https://cirurgiafetal.com/blog/cirurgia-fetal-para-correcao-de-hernia-diafragmatica-congenita/.

terça-feira, 25 de julho de 2023

Cirurgia Escoliose: Recuperação Rápida

Depois de abordar alguns assuntos referente à escoliose, vamos falar um pouco sobre a escoliose do Bruno.

Em 2014 tinha quase nada conforme a imagem abaix:



Em 2016, o Bruno tinha uma leve curvatura conforme a imagem abaixo.


Só em 2017 ou 2018 que começamos acompanhar com ortopedista especialista em coluna, e já estava mais acentuada, mas ainda poderia tentar fisioterapia e colete, porém o colete sem condições, Bruno não iria usar.
Em 2019, já estava formando um S, porém foi quando ele piorou a parte pulmonar também, primeiro iriamos melhorar a parte pulmonar, para depois pensar em uma cirurgia.



Então em 2021, a curvatura da coluna chegou a 56º no torax e 60º lombar.
Então dia 30/11/2021, Bruno passava pela sua sétima cirurgia, a cirurgia bem grande, a maior que ele já passou. Graças a Deus primeiramente, e aos médicos, tudo correu bem, no mesmo dia o Bruno já quis sentar rs, ele surpreendeu demais como sempre.
Teve uma piora esperado pela cirurgia, mas não foi nada perto do que ele poderia ter ficado mal, graças a traqueostomia, o pulmão baqueou um pouco, mas logo se recuperou, o intestino que era nossa preocupação, foi bem tranquilo.
E se não fosse o home care, em 7 dias estaríamos de alta, mas com 13 dias tivemos alta, e foi recuperar em casa.
A cicatrização do Bruno é muito boa, 
E foi assim, sua sétima cirurgia.
Abaixo deixo algumas fotos do antes e depois da cirurgia de escoliose, tanto o Bruno como os RXs.









segunda-feira, 24 de julho de 2023

Cirurgia de Tendão de Aquiles: Restaurando a função e a qualidade de vida!

 Antes de falar da cirurgia que Bruno fez em 2019, a quinta da sua coleção de 7 cirurgias ao longo desses 13 anos de vida...Vamos falar de quais os tratamentos antes da cirurgia?

Antes de considerar a cirurgia do tendão de Aquiles, os médicos geralmente recomendam uma abordagem de tratamento conservador, que envolve métodos não cirúrgicos para tentar resolver o problema. Os tratamentos antes da cirurgia podem incluir:

1. Repouso: Descansar a perna afetada é uma parte importante do tratamento. Isso pode incluir evitar atividades que coloquem pressão excessiva no tendão de Aquiles.

2. Gelo: Aplicar compressas de gelo na área afetada pode ajudar a reduzir o inchaço e aliviar a dor.

3. Medicamentos: Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como ibuprofeno ou naproxeno, podem ser prescritos para ajudar a reduzir a dor e a inflamação.

4. Fisioterapia: A terapia física desempenha um papel importante no tratamento conservador. Exercícios específicos podem ser prescritos para fortalecer os músculos da perna, melhorar a flexibilidade e promover a cura do tendão.

5. Dispositivos de suporte: O uso de talas, órteses ou sapatos especiais pode ajudar a proteger o tendão de Aquiles e melhorar a locomoção.

6. Injeções: Em alguns casos, o médico pode recomendar injeções de corticosteroides na área afetada para reduzir a inflamação e aliviar a dor.

É importante seguir rigorosamente o tratamento conservador recomendado pelo médico antes de considerar a cirurgia. Em muitos casos, essas medidas podem levar à melhoria significativa e até mesmo à resolução do problema, tornando a cirurgia desnecessária. No entanto, se o tratamento conservador não for bem-sucedido e a lesão do tendão de Aquiles persistir ou piorar, a cirurgia pode ser considerada como opção para reparar o tendão danificado e restaurar sua função normal. A decisão de realizar a cirurgia será sempre tomada em conjunto entre o médico e o paciente, com base na gravidade da lesão e nas necessidades individuais de cada caso.

O Bruno fez fisioterapia e aplicação de butox antes da cirurgia, mas infelizmente não surtiu o efeito desejado, e como ele já estava sentindo dores, optamos junto com o Dr que o acompanha realizar a cirurgia.

Bruno ficou 30 dias com gesso nos dois pé até próximo ao joelho, sentiu algumas dores. 

Abaixo vou colocar vídeos dele da época...











sábado, 22 de julho de 2023

Compreendendo a marcha em equino em crianças autistas

Compreendendo a Marcha em Equino em Crianças Autistas: Uma Perspectiva Sensível!

Aqui abordarei informações sobre a marcha em equino, isto é, andar na ponta dos pés, para falarmos da quinta cirurgia que o Bruno passou em 2019.

Introdução:

A marcha em equino, também conhecida como andar na ponta dos pés, é uma característica comum observada em muitas crianças autistas. Embora possa parecer um comportamento peculiar à primeira vista, é essencial compreender as razões por trás dessa marcha atípica. Neste artigo, exploraremos o fenômeno da marcha em equino em crianças autistas, suas possíveis causas e as abordagens terapêuticas que podem ser úteis no auxílio dessas crianças.

1. O que é a marcha em equino?

A marcha em equino é uma forma de locomoção na qual a criança se apoia apenas nas pontas dos pés, evitando fazer contato com o calcanhar. Embora seja comumente observada em crianças autistas, também pode ser encontrada em outros contextos, como crianças neurotípicas em fases iniciais do desenvolvimento.

2. Por que as crianças autistas andam na ponta dos pés?

Existem várias teorias sobre as causas da marcha em equino em crianças autistas. Uma delas está relacionada à sensibilidade tátil aumentada, em que a criança tenta evitar sensações desconfortáveis ao tocar o chão com o calcanhar. Além disso, dificuldades motoras e de equilíbrio também podem contribuir para esse comportamento compensatório. Alguns especialistas também sugerem que a marcha em equino pode ser uma forma de comportamento repetitivo que fornece conforto e segurança para a criança.

3. A importância da intervenção precoce

Embora a marcha em equino seja comum em crianças autistas, é fundamental considerar intervenções terapêuticas adequadas para ajudar a criança a desenvolver um padrão de marcha mais funcional. A intervenção precoce é essencial para minimizar o impacto dessa marcha atípica no desenvolvimento motor e no bem-estar geral da criança.

4. Abordagens terapêuticas e suporte

A abordagem terapêutica para tratar a marcha em equino em crianças autistas deve ser multidisciplinar. Profissionais de saúde, como ortopedistas, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas, desempenham um papel crucial na identificação das necessidades específicas de cada criança e no desenvolvimento de um plano de tratamento individualizado. A terapia ocupacional pode focar no aprimoramento da consciência sensorial e no desenvolvimento das habilidades motoras, enquanto a fisioterapia busca melhorar o equilíbrio e a postura da criança.

5. Suporte contínuo e compreensão

Além do tratamento terapêutico, é essencial que pais, familiares e educadores estejam bem informados e compreendam a marcha em equino em crianças autistas. Oferecer um ambiente de apoio, com compreensão e aceitação, pode ajudar a criança a se sentir mais confortável e encorajada a explorar outras formas de locomoção.

Conclusão:

A marcha em equino em crianças autistas é um comportamento comum, mas compreender suas causas e abordar as necessidades da criança pode ter um impacto significativo no seu desenvolvimento motor e bem-estar geral. Com uma intervenção adequada, envolvendo profissionais de saúde e apoio contínuo, podemos ajudar essas crianças a alcançar seu potencial máximo e a participar plenamente das atividades do dia a dia.




sexta-feira, 21 de julho de 2023

Hipoplasia Pulmonar e Escoliose: Impactos Respiratórios na Curvatura da Coluna!

A relação entre a hipoplasia pulmonar e a escoliose não é direta, mas existem algumas conexões indiretas entre essas duas condições. A hipoplasia pulmonar refere-se a um subdesenvolvimento dos pulmões, enquanto a escoliose é uma curvatura anormal da coluna vertebral.

Em alguns casos, a hipoplasia pulmonar pode levar a alterações no desenvolvimento ósseo e muscular, incluindo a coluna vertebral. A redução da função pulmonar devido à hipoplasia pode resultar em padrões respiratórios alterados, diminuição da força muscular e desequilíbrios musculares. Esses fatores podem contribuir para o surgimento ou agravamento da escoliose em algumas pessoas com hipoplasia pulmonar.

Além disso, crianças com hipoplasia pulmonar podem necessitar de suporte respiratório prolongado, como ventilação mecânica, durante os primeiros estágios de vida. Essa dependência do suporte respiratório pode resultar em limitações nas atividades físicas e no movimento, o que pode afetar o desenvolvimento adequado dos músculos e da coluna vertebral.

É importante mencionar que nem todas as pessoas com hipoplasia pulmonar desenvolverão escoliose, e nem todas as pessoas com escoliose têm hipoplasia pulmonar. Essas são condições distintas e cada uma delas tem suas próprias causas e fatores de risco.

Se houver suspeita de escoliose em uma pessoa com hipoplasia pulmonar, é importante consultar um médico especialista, como um ortopedista, para uma avaliação adequada e desenvolvimento de um plano de tratamento individualizado. O acompanhamento médico contínuo e o tratamento adequado são essenciais para gerenciar tanto a hipoplasia pulmonar quanto a escoliose, proporcionando a melhor qualidade de vida possível.

Mais algumas informações sobre a relação entre a hipoplasia pulmonar e a escoliose:

1. Restrição pulmonar: A hipoplasia pulmonar pode levar a uma redução da capacidade pulmonar e da função respiratória. A restrição pulmonar resultante pode afetar a mecânica do corpo, incluindo a coluna vertebral, e contribuir para o desenvolvimento de alterações posturais, como a escoliose.

2. Alterações musculares: A hipoplasia pulmonar pode estar associada a fraqueza muscular e desequilíbrios musculares. Essas alterações musculares podem afetar o suporte da coluna vertebral e contribuir para o surgimento da escoliose.

3. Postura comprometida: A falta de força muscular, juntamente com a restrição pulmonar, pode levar a uma postura comprometida, com desvios na coluna vertebral. Esses desvios podem contribuir para a curvatura anormal da coluna característica da escoliose.

4. Dependência de suporte respiratório: Bebês e crianças com hipoplasia pulmonar frequentemente requerem suporte respiratório, como ventilação mecânica ou oxigenoterapia. Essa dependência do suporte respiratório pode limitar a mobilidade e a atividade física, o que pode influenciar negativamente o desenvolvimento adequado da coluna vertebral.

5. Tratamento da escoliose em pacientes com hipoplasia pulmonar: O tratamento da escoliose em pessoas com hipoplasia pulmonar pode ser desafiador devido às restrições respiratórias e à fragilidade pulmonar. É importante trabalhar em conjunto com uma equipe médica especializada para desenvolver um plano de tratamento individualizado, levando em consideração as necessidades respiratórias e os riscos envolvidos.

É fundamental ressaltar que a relação entre a hipoplasia pulmonar e a escoliose pode variar de caso para caso. Nem todas as pessoas com hipoplasia pulmonar desenvolverão escoliose, e a gravidade da escoliose pode variar. O acompanhamento médico regular e o trabalho em equipe multidisciplinar são essenciais para o monitoramento e o tratamento adequado dessas condições, garantindo o melhor cuidado possível para o paciente.

quinta-feira, 20 de julho de 2023

Pulmões pequenos, grandes desafios: Hipoplasia pulmonar!

Como é o desenvolvimento de um pulmão hipoplásico?

O desenvolvimento de um pulmão hipoplásico ocorre de maneira anormal e incompleta durante a gestação. Normalmente, os pulmões começam a se formar no embrião por volta das 4-5 semanas de desenvolvimento fetal e continuam a crescer e se desenvolver ao longo da gestação.

No caso de um pulmão hipoplásico, o desenvolvimento é interrompido ou comprometido, resultando em pulmões menores e com uma estrutura anormal. Essa interrupção pode ocorrer devido a uma variedade de fatores, como:

1. Prematuridade: Bebês prematuros, que nascem antes do tempo completo de gestação, têm maior probabilidade de ter pulmões hipoplásicos, uma vez que a maturação pulmonar ocorre principalmente nos estágios finais da gravidez.

2. Restrição do espaço intrauterino: Fatores que limitam o espaço disponível para o crescimento dos pulmões dentro do útero podem levar a um desenvolvimento inadequado. Por exemplo, a presença de uma hérnia diafragmática congênita (HDC) pode impedir o crescimento normal dos pulmões e resultar em hipoplasia pulmonar.

3. Anomalias genéticas: Alguns distúrbios genéticos estão associados a um maior risco de desenvolvimento de pulmões hipoplásicos. Essas anomalias genéticas podem interferir no desenvolvimento adequado dos pulmões.

Como resultado do desenvolvimento anormal, os pulmões hipoplásicos podem ter as seguintes características:

- Tamanho reduzido: Os pulmões hipoplásicos são menores do que o esperado para a idade gestacional.

- Número de alvéolos diminuído: Os alvéolos, que são as pequenas estruturas pulmonares onde ocorrem as trocas gasosas, podem estar subdesenvolvidos ou em menor quantidade.

- Imaturidade estrutural: A estrutura geral dos pulmões, incluindo os brônquios e bronquíolos, pode estar subdesenvolvida ou apresentar anormalidades.

- Função respiratória comprometida: Devido à capacidade reduzida de troca gasosa e à estrutura anormal dos pulmões, a função respiratória pode ser afetada, resultando em dificuldade respiratória, falta de ar e outros sintomas respiratórios.

É importante ressaltar que o desenvolvimento de um pulmão hipoplásico pode variar em gravidade, dependendo de vários fatores, como a causa subjacente, a idade gestacional e a presença de outras complicações médicas. O diagnóstico e o tratamento da hipoplasia pulmonar são realizados por médicos especialistas, que podem fornecer orientações específicas e desenvolver um plano de cuidados adequado para cada caso individual.

Um pulmão hipoplásico pode não funcionar corretamente?

Sim, um pulmão hipoplásico pode não funcionar corretamente devido à sua capacidade reduzida de realizar as funções respiratórias adequadamente. O termo "hipoplasia pulmonar" refere-se a um desenvolvimento incompleto dos pulmões, resultando em pulmões menores do que o esperado para a idade gestacional.

Quando um pulmão é hipoplásico, ele pode apresentar os seguintes desafios:

1. Capacidade de troca gasosa reduzida: Os pulmões hipoplásicos têm menos alvéolos, que são as pequenas estruturas pulmonares responsáveis pelas trocas gasosas (oxigênio e dióxido de carbono). Isso significa que há uma superfície de troca gasosa menor disponível para permitir a entrada de oxigênio nos pulmões e a eliminação do dióxido de carbono do organismo.

2. Funcionamento comprometido do sistema respiratório: Com uma capacidade reduzida de troca gasosa, os pulmões hipoplásicos podem ter dificuldade em fornecer oxigênio suficiente ao organismo e em eliminar adequadamente o dióxido de carbono. Isso pode levar a problemas respiratórios, como falta de ar, dificuldade em respirar e hipoxemia (baixos níveis de oxigênio no sangue).

3. Suscetibilidade a infecções respiratórias: Os pulmões hipoplásicos podem ser mais vulneráveis a infecções respiratórias, como pneumonia e bronquiolite, devido à menor capacidade de defesa contra agentes infecciosos.

4. Comprometimento do crescimento e desenvolvimento pulmonar: O desenvolvimento pulmonar adequado é fundamental para o crescimento e a maturação dos pulmões. Com a hipoplasia pulmonar, a estrutura e a função pulmonar podem ser afetadas, o que pode limitar o crescimento e o desenvolvimento normais dos pulmões.

É importante ressaltar que a gravidade da hipoplasia pulmonar pode variar de caso para caso, dependendo do grau de subdesenvolvimento dos pulmões. O diagnóstico e o tratamento da hipoplasia pulmonar devem ser realizados por uma equipe médica especializada, como neonatologistas e pneumologistas pediátricos, que poderão fornecer a devida assistência e cuidado aos pacientes com pulmões hipoplásicos.

Cada caso é único, e o tratamento é individualizado com base nas necessidades específicas do paciente, que podem incluir suporte respiratório, acompanhamento médico contínuo e intervenções terapêuticas para melhorar a função pulmonar e a qualidade de vida.


hipoplasia e discreta hipoexpansão à esquerda




quarta-feira, 19 de julho de 2023

Por que crianças que teve hdc pode desenvolver pectus excavatum?

Mas afinal o que é pectus excavatum?

Pectus excavatum é uma condição congênita em que o osso do esterno e as costelas se desenvolvem de forma anormal, resultando em uma depressão ou afundamento na região do peito. Essa deformidade é comumente conhecida como "peito escavado" ou "peito de funil". O pectus excavatum pode variar em gravidade, desde casos leves até casos mais pronunciados que podem afetar a função respiratória e a autoestima do indivíduo. O tratamento pode incluir opções conservadoras, como exercícios e suporte respiratório, ou cirurgia corretiva, dependendo da gravidade e dos sintomas associados.

E por que algumas crianças que teve hdc pode desenvolver pectus excavatum?

Não existe uma relação direta estabelecida entre a hérnia diafragmática congênita (HDC) e o desenvolvimento de pectus excavatum. Essas são duas condições distintas que podem ocorrer independentemente uma da outra. No entanto, ambas são anomalias congênitas e podem resultar de fatores genéticos ou de desenvolvimento durante a gestação.

A HDC é uma malformação do diafragma, em que há uma abertura anormal no músculo que separa a cavidade torácica da cavidade abdominal. Isso pode permitir que os órgãos abdominais se movam para o tórax, causando complicações respiratórias e cardíacas.

O pectus excavatum, por outro lado, é uma deformidade do tórax em que o osso do esterno e as costelas se desenvolvem de forma anormal, resultando em uma depressão ou afundamento no peito.

Embora não haja uma relação direta entre essas duas condições, é possível que algumas crianças tenham predisposição genética a desenvolver ambas. Além disso, ambos os casos podem resultar de alterações no desenvolvimento fetal durante a gestação.

É importante ressaltar que cada caso é único, e qualquer correlação entre HDC e pectus excavatum seria baseada em observações clínicas individuais. Se uma criança apresentar tanto HDC quanto pectus excavatum, é fundamental consultar um médico especializado para avaliar cada condição separadamente e fornecer o tratamento adequado para cada uma delas.





terça-feira, 18 de julho de 2023

E tem mais algumas sequelas que a HDC pode trazer???

 A hérnia diafragmática congênita (HDC) pode causar uma variedade de sequelas e complicações, que podem variar de acordo com a gravidade da malformação e a presença de outras condições associadas. Algumas das possíveis sequelas da HDC incluem:

11. Possíveis problemas cardíacos: Além das complicações pulmonares, algumas crianças com HDC podem apresentar problemas cardíacos adicionais. Isso ocorre porque o desenvolvimento anormal do diafragma pode afetar o desenvolvimento normal do coração. As malformações cardíacas podem incluir defeitos do septo ventricular, coarctação da aorta, entre outros. O acompanhamento cardiológico especializado é importante para monitorar e tratar quaisquer problemas cardíacos associados.

12. Dificuldades de alimentação: Bebês com HDC podem enfrentar dificuldades na alimentação, especialmente no início, devido a uma variedade de fatores, como problemas gastrointestinais, refluxo gastroesofágico e diminuição do espaço abdominal para o estômago. Isso pode levar a desafios na ingestão adequada de alimentos e no ganho de peso. Uma avaliação cuidadosa da função alimentar e o suporte de um nutricionista podem ser necessários para garantir que a criança receba nutrição adequada.

13. Complicações renais: Alguns estudos mostraram uma associação entre HDC e complicações renais, como anomalias estruturais do trato urinário ou refluxo vesicoureteral. É importante realizar exames adequados para avaliar a função renal e detectar quaisquer anormalidades precocemente, para que medidas de tratamento possam ser tomadas, se necessário.

14. Necessidade de cirurgias adicionais: Em alguns casos de HDC, podem ser necessárias cirurgias adicionais para tratar complicações ou corrigir anomalias associadas. Essas cirurgias podem incluir procedimentos cardíacos, cirurgia para corrigir obstruções intestinais, cirurgia para reparar anomalias renais, entre outras. O acompanhamento médico contínuo e a avaliação adequada ajudarão a determinar se intervenções cirúrgicas adicionais são necessárias.

15. Possíveis complicações a longo prazo: Além das sequelas mencionadas anteriormente, algumas crianças com HDC podem estar em maior risco de desenvolver certas condições a longo prazo, como escoliose (curvatura anormal da coluna vertebral), hérnia inguinal, hérnia umbilical ou problemas de articulação da bacia. Essas complicações podem exigir tratamento adicional e monitoramento contínuo.

É importante lembrar que nem todas as crianças com HDC desenvolverão todas essas complicações, e a gravidade e a probabilidade de complicações podem variar. Cada caso é único, e é essencial ter um acompanhamento médico especializado para monitorar e tratar as necessidades individuais de cada criança com HDC.

Se você tiver mais perguntas ou se houver algum aspecto específico que gostaria de saber mais, por favor, me informe. Estou aqui para ajudar!